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Barren Lives

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A peasant family, driven by the drought, walks to exhaustion through an arid land. As they shelter at a deserted ranch, the drought is broken and they linger, tending cattle for the absentee ranch owner, until the onset of another drought forces them to move on, homeless wanderers again. Yet, like the desert plants that defeat all rigors of wind and weather, the family mai A peasant family, driven by the drought, walks to exhaustion through an arid land. As they shelter at a deserted ranch, the drought is broken and they linger, tending cattle for the absentee ranch owner, until the onset of another drought forces them to move on, homeless wanderers again. Yet, like the desert plants that defeat all rigors of wind and weather, the family maintains its will to survive in the harsh and solitary land. Intimately acquainted with the region of which he writes and keenly appreciative of the character of its inhabitants, into whose minds he has penetrated as few before him, Graciliano Ramos depicts them in a style whose austerity well becomes the spareness of the subject, creating a gallery of figures that rank as classic in contemporary Brazilian literature.

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A peasant family, driven by the drought, walks to exhaustion through an arid land. As they shelter at a deserted ranch, the drought is broken and they linger, tending cattle for the absentee ranch owner, until the onset of another drought forces them to move on, homeless wanderers again. Yet, like the desert plants that defeat all rigors of wind and weather, the family mai A peasant family, driven by the drought, walks to exhaustion through an arid land. As they shelter at a deserted ranch, the drought is broken and they linger, tending cattle for the absentee ranch owner, until the onset of another drought forces them to move on, homeless wanderers again. Yet, like the desert plants that defeat all rigors of wind and weather, the family maintains its will to survive in the harsh and solitary land. Intimately acquainted with the region of which he writes and keenly appreciative of the character of its inhabitants, into whose minds he has penetrated as few before him, Graciliano Ramos depicts them in a style whose austerity well becomes the spareness of the subject, creating a gallery of figures that rank as classic in contemporary Brazilian literature.

30 review for Barren Lives

  1. 4 out of 5

    Antônio

    De todos as obras que todos nós éramos obrigados a ler na escola, de todos os livros que nós éramos obrigados a aceitar como bons em nome da tradição literária, Vidas Secas foi, de todos, aquele que eu mais gostei sem precisar ter a sensação de que eu era obrigado a gostar daquilo. A qualidade de Vidas Secas me parecia evidente, em vez de ser mais um cânone literário de mérito outorgado e de reconhecimento compulsório. Nem o Machado de Assis foi capaz de produzir tão gravemente esta sensação em De todos as obras que todos nós éramos obrigados a ler na escola, de todos os livros que nós éramos obrigados a aceitar como bons em nome da tradição literária, Vidas Secas foi, de todos, aquele que eu mais gostei sem precisar ter a sensação de que eu era obrigado a gostar daquilo. A qualidade de Vidas Secas me parecia evidente, em vez de ser mais um cânone literário de mérito outorgado e de reconhecimento compulsório. Nem o Machado de Assis foi capaz de produzir tão gravemente esta sensação em mim. Havia, naturalmente, outros autores que eu gostava - eu adorava o Jorge Amado, por exemplo -, contudo, em geral, o que me cativava eram as histórias em si, e não a prosa, o estilo, a escrita do autor. Em geral eu me interessava pelo conteúdo, e muito pouco pela forma. Vidas Secas, de Graciliano Ramos, foi o primeiro livro que me fez prestar atenção à escolha das palavras, ao modo de se escrever, à beleza da escrita. A relação entre a proza árida e a aridez das vidas narradas era uma constatação inexorável e simples. E toda essa experiência era natural, não parecia uma imposição pedagógica. Eu tinha mesmo a sensação de que eu era capaz de perceber, por conta própria, a qualidade daquelas frases econômicas, sem precisar do intermédio da escola me ensinando o que eu deveria considerar literatura de qualidade. Recomendo a todos, e até hoje eu gosto de lê-lo.

  2. 5 out of 5

    Sawsan

    يرسم غراسيليانو راموس الكاتب البرازيلي صورة لحياة قاسية وجافة لعائلة مزارع بسيط يرحل هو وعائلته بعد جفاف الأرض في محاولة لإيجاد عمل معاناة الأسرة مع الجفاف والفقر والجوع وانتهازية مُلاك الأرض رواية صغيرة ومقسمة لفصول قصيرة كل منها عن حدث أو فرد من أفراد الأسرة وفي النهاية تكتمل الصورة بمجرد الأمل في حياة أفضل

  3. 4 out of 5

    Mike

    The chapter... yes, that chapter. Another reason to learn Portuguese.

  4. 5 out of 5

    Ferris

    If Graciliano Ramos' intention was to convey the reason that "....to the city from the backland would come ever more and more of its sons, a never-ending stream of strong, strapping brutes....", then he was absolutely successful! Painting the backland family headed by Fabiano and Vitoria, along with their two boys, the reader cannot help but feel despair and an intense desire for change from the drought-ridden, hard-scrabble existence of this family. Simple people, depicted essentially as beasts If Graciliano Ramos' intention was to convey the reason that "....to the city from the backland would come ever more and more of its sons, a never-ending stream of strong, strapping brutes....", then he was absolutely successful! Painting the backland family headed by Fabiano and Vitoria, along with their two boys, the reader cannot help but feel despair and an intense desire for change from the drought-ridden, hard-scrabble existence of this family. Simple people, depicted essentially as beasts of burden who are following their basest instinct for survival, this family tries tirelessly to survive and get ahead. Unfortunately, Mother Nature and the wealthy, smarter locals conspire to make it almost impossible. Yes, it is a dark, barren story. Yes, it is deceptively simple. Yes, it is profound.

  5. 4 out of 5

    Teresa Proença

    Uma história triste de uma família do Nordeste brasileiro. Quase nómadas; mal se estabelecem num local, a seca, a terra agreste, obriga-os a partir com a trouxa às costas. Caminham à procura de outro lugar, onde possam sobreviver. Um lugar onde os filhos possam ir à escola. Uma cidade onde possam, finalmente, comprar coisas simples, que para eles são um luxo, como uma cama normal para dormir em vez da tarimba de varas. "E andavam para o sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande, cheia de pess Uma história triste de uma família do Nordeste brasileiro. Quase nómadas; mal se estabelecem num local, a seca, a terra agreste, obriga-os a partir com a trouxa às costas. Caminham à procura de outro lugar, onde possam sobreviver. Um lugar onde os filhos possam ir à escola. Uma cidade onde possam, finalmente, comprar coisas simples, que para eles são um luxo, como uma cama normal para dormir em vez da tarimba de varas. "E andavam para o sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande, cheia de pessoa fortes."

  6. 5 out of 5

    Matheus Assunção

    Vidas secas, linguagens secas. Incrível como o livro consegue passar com palavras a angústia e a dor daqueles aos quais elas (as palavras) faltam. O livro não é divertido, ou pelo menos eu não o colocaria assim, mas são cento e tantas páginas que valem a pena ser lidas. Pra mim permanece a dúvida de se alguém alfabetizado, culto, literato teria mesmo a capacidade e entender o pensamento de um analfabeto, um "cabra" como Fabiano se autodenomina. Será possível? Não sei, mas Graciliano Ramos faz par Vidas secas, linguagens secas. Incrível como o livro consegue passar com palavras a angústia e a dor daqueles aos quais elas (as palavras) faltam. O livro não é divertido, ou pelo menos eu não o colocaria assim, mas são cento e tantas páginas que valem a pena ser lidas. Pra mim permanece a dúvida de se alguém alfabetizado, culto, literato teria mesmo a capacidade e entender o pensamento de um analfabeto, um "cabra" como Fabiano se autodenomina. Será possível? Não sei, mas Graciliano Ramos faz parecer que sim.

  7. 5 out of 5

    Beatriz

    One of the most amazing stories of brazilian literature.

  8. 5 out of 5

    Rodrigo Túrmina

    Livros que causam pavor na era pré-vestibular geralmente são interessantes ─ é claro que quando lidos por livre e espontânea vontade. Acredito que consegui (com um dicionário) apreciar as Vidas secas no meu tempo, e hoje entendo melhor o que é um clássico brasileiro. O posfácio e as fotos na edição comemorativa de 70 anos ilustram e complementam muito bem a obra, inclusive descartando comentários e análises mais detalhadas por mim. Porém, continuo achando que causa repulsa à leitura forçar, para um Livros que causam pavor na era pré-vestibular geralmente são interessantes ─ é claro que quando lidos por livre e espontânea vontade. Acredito que consegui (com um dicionário) apreciar as Vidas secas no meu tempo, e hoje entendo melhor o que é um clássico brasileiro. O posfácio e as fotos na edição comemorativa de 70 anos ilustram e complementam muito bem a obra, inclusive descartando comentários e análises mais detalhadas por mim. Porém, continuo achando que causa repulsa à leitura forçar, para um jovem, diante de suas primeiras grandes indecisões, livros com tantas palavras difíceis e assuntos sem "efeitos especiais" nesta geração da internet.

  9. 5 out of 5

    Sarah Sammis

    Barren Lives (1938) covers a brief period of time in the life of a family as they try to eke out a living as farm hands on a ranch in a small village. Thematically the book reminds me of The Grapes of Wrath (1939) by John Steinbeck except that the family is more hopeful in Barren Lives because they are still on the move at the end of the book. Steinbeck's family reaches the promised land (California) only to find poverty and exploitation. The book is written in a straightforward manner. The text Barren Lives (1938) covers a brief period of time in the life of a family as they try to eke out a living as farm hands on a ranch in a small village. Thematically the book reminds me of The Grapes of Wrath (1939) by John Steinbeck except that the family is more hopeful in Barren Lives because they are still on the move at the end of the book. Steinbeck's family reaches the promised land (California) only to find poverty and exploitation. The book is written in a straightforward manner. The text is as barren as the farm lands have been rendered by the drought. This simplicity makes the drought seem all the more real and the plight of the farming family more poignant.

  10. 4 out of 5

    Ricardo Gusmão

    Sempre choro com o capítulo da cachorra Baleia...

  11. 5 out of 5

    Lucas Mota

    O livro tem muitos méritos. A ambientação e a linguagem dos personagens são perfeitas. Quase não existem diálogos, mas as descrições nos contam tudo o que precisamos saber. É como se escutássemos Fabiano e Sinha Vitória falando o tempo todo. Apesar de tudo isso, não é um livro para mim. É devagar demais e os personagens não me cativaram o suficiente par que eu torcesse por eles ou ao menos comprasse suas histórias.

  12. 5 out of 5

    Lady Avalon

    I have mixed feelings about this book. A quick but not an easy read, and whether you like it or not, it will not leave you indifferent. "(..) Sabia perfeitamente que era assim, acostumara-se a todas as violências, a todas as injustiças. E aos conhecidos que dormiam no tronco e agüentavam cipó de boi oferecia consolações: - "Tenha paciência. Apanhar do governo não é desfeita.” It saddens me that so little has changed, not only in Brazil but in so many countries around the world. I'd certainly reco I have mixed feelings about this book. A quick but not an easy read, and whether you like it or not, it will not leave you indifferent. "(..) Sabia perfeitamente que era assim, acostumara-se a todas as violências, a todas as injustiças. E aos conhecidos que dormiam no tronco e agüentavam cipó de boi oferecia consolações: - "Tenha paciência. Apanhar do governo não é desfeita.” It saddens me that so little has changed, not only in Brazil but in so many countries around the world. I'd certainly recommend it.

  13. 4 out of 5

    Hugo Fialho

    This review has been hidden because it contains spoilers. To view it, click here. Esplêndido, certamente mercedor do Prêmio Nobel de Literatura - haja vista sua capacidade de narrar com poucas palavras algo tão verossímil como é a realidade do Nordeste brasileiro. Fabiano, sinha Vitória, o Menino Mais Velho e o Menino Mais Novo são personagens analfabetas destinadas à exclusão generalizada no Polígono das Secas; por isso, são analfabetas, enganadas constantemente pela falácea das autoridades, antipáticas e incomunicáveis ao ponto de sua cadeia social se limitar a alguns habit Esplêndido, certamente mercedor do Prêmio Nobel de Literatura - haja vista sua capacidade de narrar com poucas palavras algo tão verossímil como é a realidade do Nordeste brasileiro. Fabiano, sinha Vitória, o Menino Mais Velho e o Menino Mais Novo são personagens analfabetas destinadas à exclusão generalizada no Polígono das Secas; por isso, são analfabetas, enganadas constantemente pela falácea das autoridades, antipáticas e incomunicáveis ao ponto de sua cadeia social se limitar a alguns habitantes de uma cidadela próxima, como Sr. Tomás da bolandeira, Sr. Inácio - dono de uma bar - e sinha Terta. Aliás, a utilização um narrador onisciente e do discurso indireto livre coopera para a concretização da situaçã estáticas de tais personagens. O tripé causador das desgraças do Nordeste brasileiro são retratadas no tripé ineficácia estatal - através da incapacidade do Estado de fornecer Educação e Segurança públicas de forma eficaz, graças aos constantes desvios de verbas pelas Autoridades -, determinismo infeliz - a linha sucessória de Fabiano, a semi-aridez local e a negligência de sua família quanto ao futuro influem decisivamente para a condenaçã dessa família àquela situação terrível - e corrupção social - Fabiano, por exemplo, evolveu-se em briga após sua visita anual à Igreja Matriz local. Tudo isso coopera para a visualização da infelicidade na morte do papagaio e da cadela Baleia com o propósito, respectivamente, de alimentar-se naquela seca e aliminar foco de raiva canina. Enfim, o que se vê ainda hoje na mesma região do Polígono das Secas.

  14. 4 out of 5

    Gabriel Leite

    Acho que a melhor coisa que Graciliano Ramos fez aqui foi nos colocar tão próximos e íntimos de pessoas que sempre estiveram tão longe.

  15. 4 out of 5

    Solimar Nogueira Harper

    One of the most beautiful books I have ever read. Graciliano Ramos é o James Joyce do Brasil.

  16. 5 out of 5

    Gláucia Renata

    This review has been hidden because it contains spoilers. To view it, click here. Essa é terceira leitura que faço desse livro, a primeira, obrigatória para a escola, as outras por puro prazer. A narrativa é tão seca quanto o título, mas quanto sentimento está contido em tão poucas palavras. A linguagem (ou a falta dela) utilizada nesse livro é o que mais me chama atenção. Destaque para a cadelinha Baleia, uma das mais humanas personagens da literatura. Li esse livro 3 vezes, sei que ela morre na metade da história mas sempre me esqueço como foi. Acho que acabo bloqueando ess Essa é terceira leitura que faço desse livro, a primeira, obrigatória para a escola, as outras por puro prazer. A narrativa é tão seca quanto o título, mas quanto sentimento está contido em tão poucas palavras. A linguagem (ou a falta dela) utilizada nesse livro é o que mais me chama atenção. Destaque para a cadelinha Baleia, uma das mais humanas personagens da literatura. Li esse livro 3 vezes, sei que ela morre na metade da história mas sempre me esqueço como foi. Acho que acabo bloqueando essa passagem na minha mente, uma das mais tristes já escrita. https://www.youtube.com/watch?v=csSi9... HISTÓRICO DE LEITURA "E andavam para o sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande, cheia de pessoas fortes. Chegariam a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, sinha Vitória e os dois meninos." "Sinha Terta é que se explicava como gente de rua. Muito bom uma criatura ser assim, ter recurso para se defender. Ele não tinha. Se tivesse, não viveria naquele estado." "Sempre que os homens sabidos lhe diziam palavras difíceis, ele saía logrado. Sobressaltava-se escutando-as. Evidentemente só serviam para encobrir ladroeiras. Mas eram bonitas. Às vezes decorava algumas e empregava-as fora de propósito. Depois esquecia-as." "Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes." "Ela era como uma pessoa da família: brincavam juntos os três, para bem dizer não se diferençavam, rebolavam na areia do rio e no estrume fofo que ia subindo, ameaçava cobrir o chiqueiro das cabras." "Como podiam os homens guardar tantas palavras? Era impossível, ninguém conservaria tão grande soma de conhecimentos. Livres dos nomes, as coisas ficavam distantes, misteriosas. E os indivíduos que mexiam nelas cometiam imprudência. Vistas de longe eram bonitas. Admirados e medrosos, falavam baixo para não desencadear as forças estranhas que elas porventura encerrassem." "Não era propriamente conversa: eram frases soltas, espaçadas, com repetições e incongruências. Às vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo. Como os recursos de expressão eram minguados, tentavam remediar a deficiência falando alto." "Como não sabia falar direito, o menino balbuciava expressões complicadas, repetia as sílabas, imitava os berros dos animais, o barulho do vento, o som dos galhos que rangiam na catinga, roçando-se." "Precisava crescer, ficar tão grande como Fabiano, matar cabras a mão de pilão, trazer uma faca de ponta à cintura. Ia crescer, espichar-se numa cama de varas, fumar cigarros de palha, calçar sapatos de couro cru." "Sinha Vitória tinha amanhecido nos seus azeites. Andara para cima e para baixo, procurando em que desabafar. Como achasse tudo em ordem, queixara-se da vida." "Estava escondido no mato como tatu. Duro, lerdo como tatu. Mas um dia sairia da tocaandaria com a cabeça levantada, seria homem." "Às vezes utilizava nas relações com as pessoas a mesma língua com que se dirigia aos brutos - exclamações, onomatopeias. Na verdade falava pouco. Admirava as palavras compridas e difíceis da gente da cidade, tentava reproduzir algumas, em vão, mas sabia que elas eram inúteis e talvez perigosas." "O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário - e a obstinação da criança irritava-o." "Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos."

  17. 5 out of 5

    Alex Boehling

    Having read many works by authors from the Latin American "Boom Period" such as V.S. Naipul, Gabriel Garcia Marquez, Edwidge Danticat, Alejo Carpentier, and Jorge Amado, I was not as impressed with Graciliano Ramos. "Barren Lives" induces a feeling of sympathy for the impoverished people in Latin America that are constantly looking for a better existence, but it is not as powerful or moving as a text like Naipul's "Miguel Street," for example. I was, however, left with a better understanding of Having read many works by authors from the Latin American "Boom Period" such as V.S. Naipul, Gabriel Garcia Marquez, Edwidge Danticat, Alejo Carpentier, and Jorge Amado, I was not as impressed with Graciliano Ramos. "Barren Lives" induces a feeling of sympathy for the impoverished people in Latin America that are constantly looking for a better existence, but it is not as powerful or moving as a text like Naipul's "Miguel Street," for example. I was, however, left with a better understanding of the historical environmental crises experienced by subsistence farmers and ranchers in Brazil in the 1930s. I would recommend this novel if you are looking for a quick, easy read that provides insight into the patriarchal society of Latin America, as well as a portrayal of the constant flight toward a better life.

  18. 4 out of 5

    adri patamoma

    eu tinha uma noite pra ler algo fácil e curto, e este livro é assim: fácil e curto. graciliano ramos escreveu 'vidas secas' faz mais de cinquenta anos, e o lugar da bahia onde moro ainda apresenta muito da realidade retratada há tanto tempo. o texto fala de pobreza e de sonhos pequenos, de seca, de fome, de dureza, de vida difícil. li 'vidas secas' na adolescência, porque caía no vestbular, e nesta releitura, tantos anos depois, o livro pareceu doído igual (a vida no sertão nunca é fácil), mas m eu tinha uma noite pra ler algo fácil e curto, e este livro é assim: fácil e curto. graciliano ramos escreveu 'vidas secas' faz mais de cinquenta anos, e o lugar da bahia onde moro ainda apresenta muito da realidade retratada há tanto tempo. o texto fala de pobreza e de sonhos pequenos, de seca, de fome, de dureza, de vida difícil. li 'vidas secas' na adolescência, porque caía no vestbular, e nesta releitura, tantos anos depois, o livro pareceu doído igual (a vida no sertão nunca é fácil), mas mais acessível, mais fácil, mais gostoso de ler. detalhe: achei este livro muito triste, e sua leitura (no colegial) me marcou muito! querendo revisitá-lo, tentei ler guimarães rosa, achando que sagarana era que tinha me marcado tanto -- não era! demorei pra descobrir que o livro tão triste e querido que li há tantos anos era este aqui!

  19. 5 out of 5

    JP Magalhaes

    Indescritível o que sinto ao pensar que, mesmo após quase 80 anos de publicação de vidas secas e com todo o desenvolvimento social e tecnológico do último século, ainda continuamos sofrendo tão ingenuamente do mesmo problema. A seca não é apenas um fenômeno natural, mas principalmente político, cultural, social. A devastação que este fenômeno causa no ambiente, nas pessoas e em todas as interações é exposta de forma tão bela no livro que chega a nos enganar quanto à sua brutalidade. Graciliano m Indescritível o que sinto ao pensar que, mesmo após quase 80 anos de publicação de vidas secas e com todo o desenvolvimento social e tecnológico do último século, ainda continuamos sofrendo tão ingenuamente do mesmo problema. A seca não é apenas um fenômeno natural, mas principalmente político, cultural, social. A devastação que este fenômeno causa no ambiente, nas pessoas e em todas as interações é exposta de forma tão bela no livro que chega a nos enganar quanto à sua brutalidade. Graciliano mostra como a seca desumaniza as pessoas e relações e expõe vários dos vícios sociais que a causam, mas também como o sertanejo, ainda que calejado pelo sofrimento incessante, mantém a ternura. Uma obra essencial pra quem tenta entender e sentir a fundo o Nordeste, o sertão e o sertanejo.

  20. 4 out of 5

    Adriana Fogaça

    Vidas Secas. Graciliano Ramos. 1991. 59ª. edição. Graciliano Ramos teve a capacidade de nos levar a caminha e estar ao lado de Fabiano, sinhá Vitória, dos meninos e da cachorra Baleia. Todas as vezes que li "Vidas Secas" tenho uma sede, uma secura... Não é necessário estar ao lado dos personagens para entender a estória, pq é tão natural na literatura da caatinga: a seca. Que já temos uma noção do que se passa com Fabiano e sua família. A cachorra Baleia, é um personagem a parte, ultrapassa essa realid Vidas Secas. Graciliano Ramos. 1991. 59ª. edição. Graciliano Ramos teve a capacidade de nos levar a caminha e estar ao lado de Fabiano, sinhá Vitória, dos meninos e da cachorra Baleia. Todas as vezes que li "Vidas Secas" tenho uma sede, uma secura... Não é necessário estar ao lado dos personagens para entender a estória, pq é tão natural na literatura da caatinga: a seca. Que já temos uma noção do que se passa com Fabiano e sua família. A cachorra Baleia, é um personagem a parte, ultrapassa essa realidade que já nos é pré-concebida, da miséria da caatinga. Em muitos momentos Baleia me parece o personagem mais humano, pq os outros personagens estão tão duro, áridos que não parecem reais. Sem dúvida é uma belíssima estória!!! RECOMENDADÍSSIMO!!! ADORO!!!

  21. 5 out of 5

    Elizabeth

    A vida dos retirantes é seca, a linguagem é seca, a terra é seca. Alem disso sao oprimidos pelo coronelismo, exploracao do trabalho, fome, miséria, corrupcao, abuso de poder e anafalbetismo. Mas o que é mais contundente é a solidao de cada um dos personagens, que embora formem uma familia e vivam juntos, mal conseguem se comunicar e se relacionar. Belíssimo livro!

  22. 4 out of 5

    Carolina Morales

    Um dos melhores e maiores entrosamentos espelhados forma/conteúdo que já se viu em Literatura Ocidental. A narrativa é tão seca e desprovida de adornos quanto o enredo narrado. Fabiano, Sinhá Vitória, o menino mais velho, o menino mais novo e a heroica cachorra Baleia são os sofridos personagens deste romance que questiona o status humano em determinadas condições de (sobre)vida.

  23. 5 out of 5

    Fhd

    أحب هذا النوع القصير من الروايات رواية من التراث البرازيلي إلا أن المعضلات الإنسانية تبقى واحدة فهذا المزارع الفقير يواجه جفاف الطبيعة وجشع التاجر وظلم السلطة وعنصرية البشر وقساوة الجهل ومع كل ذلك تؤرقة كرامته كثيراً رواية مختلفة وجميلة

  24. 4 out of 5

    Cicero Nogueira

    Mais um do Graciliano. Acho que não tem muito mais o que dizer sobre Vidas Secas além do que já se sabe, que todo brasileiro carrega sem saber essa história na alma.

  25. 5 out of 5

    Gabriella Vieira

    Vidas Secas, do escritor Graciliano Ramos foi publicado pela primeira vez em 1938. O livro narra a triste história de vida de Fabiano, sua esposa Sinhá Vitória, seus dois filhos e a (incrível) cachorra Baleia: uma família de retirantes sertanejos que são obrigados a se mudarem de tempos em tempos devido à seca que assola o nordeste brasileiro. Fabiano é um vaqueiro do sertão nordestino. Sem ter frequentado a escola, não possui o “dom das palavras” e segundo ele mesmo diz, “não é um homem, mas sim Vidas Secas, do escritor Graciliano Ramos foi publicado pela primeira vez em 1938. O livro narra a triste história de vida de Fabiano, sua esposa Sinhá Vitória, seus dois filhos e a (incrível) cachorra Baleia: uma família de retirantes sertanejos que são obrigados a se mudarem de tempos em tempos devido à seca que assola o nordeste brasileiro. Fabiano é um vaqueiro do sertão nordestino. Sem ter frequentado a escola, não possui o “dom das palavras” e segundo ele mesmo diz, “não é um homem, mas sim um animal”. É incrível a forma como Graciliano Ramos aborda algumas questões sociais em sua história. Neste caso, especificamente, o autor constrói a ideia da valorização da educação e o sentimento de inferioridade daqueles que à ela não tem acesso. Fabiano é empregado em uma fazenda, onde é tratado com brutalidade e desonestidade. Seu patrão branco aproveita da suposta ignorância de um homem que nunca foi à escola e age de forma desleal em relação ao pagamento do salário, sempre fazendo uso dos “juros” para pagar menos à Fabiano. Mais uma vez questões sociais são abordadas: desta vez as relações de poder e as forças do capitalismo presentes em cena. Na história a figura feminina é altamente valorizada. Sinhá Vitória é vista como uma mulher forte, trabalhadora e cheia de fé. Além de cuidar dos filhos, a mulher auxilia o marido tanto no trabalho quanto em questões que o mesmo admitia não entender nada, como dinheiro e contas matemáticas. Esperta, sempre avisava Fabiano sobre os trapaceiros que tentavam tirar vantagem dele. Sonhadora, Sinhá Vitória idealizava um futuro melhor para seus filhos, longe da miséria em que viviam. Entretanto, dentre os sonhos de Sinhá Vitória o que ela mais queria era uma confortável cama de couro para descansar. “Uma cama de gente”. Os dois filhos do casal que na história não possuem nomes, mas são chamados de “o menino mais velho” e “o menino mais novo” viviam neste cenário de miséria sem se darem conta do que acontecia ao seu redor. O mais novo via o pai como um exemplo, enquanto o mais velho queria aprender mais sobre as palavras. Em todos os momentos, quando as crianças se sentiam contrariadas ou felizes buscavam o calor e o amor da cachorra Baleia. Assim como muitas pessoas que leram “Vidas Secas”, a minha personagem favorita é a cachorra Baleia. No posfácio desta edição, Hermenegildo Bastos escreve: “Baleia é um locus de onde vêm muitas falas e silêncios, onde se encontram e também se chocam vários sujeitos de enunciação. É a figuração dos derrotados, mas transmite universalidade. Uma consciência ao mesmo tempo individual e coletiva vive o mundo de opressão, mas também o sonho de liberdade. O sonho termina em delírio porque não há lugar para ele, só pode ser realizado pela transformação do mundo, mas encontra lugar numa escrita da radicalidade.” A história de “Vidas Secas” é uma história real. Uma história de milhares. Um retrato triste, mas fiel, do êxodo nordestino para a selva de pedras paulista. Três adjetivos resumem bem esta obra de Graciliano e a minha interpretação da mesma: triste, intenso e real.

  26. 5 out of 5

    Dario Andrade

    Fazia tempo que não lia (ou relia) nada de Graciliano. Aproveitando os 80 anos de publicação, aproveitei e reli Vidas Secas. Não me lembrava o quão pequeno é o livro. Apenas 119 páginas. Quase uma novela. Ou contos reunidos. De qualquer modo, giram em torno de uma família – Fabiano, Sinhá Vitória e os dois meninos ¬– e a cachorra Baleia que fogem do sertão assolado pela seca. O livro é muito conhecido e há a pouco a se dizer. Mesmo assim, gostaria de falar de duas coisas que me impressionaram Fazia tempo que não lia (ou relia) nada de Graciliano. Aproveitando os 80 anos de publicação, aproveitei e reli Vidas Secas. Não me lembrava o quão pequeno é o livro. Apenas 119 páginas. Quase uma novela. Ou contos reunidos. De qualquer modo, giram em torno de uma família – Fabiano, Sinhá Vitória e os dois meninos ¬– e a cachorra Baleia que fogem do sertão assolado pela seca. O livro é muito conhecido e há a pouco a se dizer. Mesmo assim, gostaria de falar de duas coisas que me impressionaram na (re)leitura. A primeira é a maneira como Graciliano entende a linguagem. Essa é igual a humanidade. A própria situação dos personagens, as suas carências e o seu estado de penúria tem muito a ver com o precário domínio que eles têm da linguagem. Pouco falam, pouco entendem, pouco compreendem. Um bom exemplo está no capítulo Contas, em que Fabiano tem que lidar com o patrão, que sempre o engana em relação aos pagamentos: “sempre que os homens sabidos lhe diziam palavras difíceis, ele saia logrado. Sobressaltava-se escutando-as. Evidentemente só serviam para encobrir ladroeiras. Mas eram bonitas. Às vezes decorava algumas e empregava-as fora de propósito. Depois esquecia-as. Para que um pobre da laia dele usar conversa de gente rica?” A segunda coisa que impressiona é a cachorrinha Baleia. Talvez o mais humano dos personagens, pelo qual o autor tem evidente carinho. Apesar de volta e meia levar pontapés, mantém-se fiel e próxima à família. A sua morte é um dos momentos mais dramáticos ¬ – e bonitos – da literatura brasileira. Enfim, um belo livro, que, ainda depois de 80 anos, têm muito frescor.

  27. 5 out of 5

    Leonardo Bruno

    Belo e comovente. Um dos textos mais apurados de nossa literatura.

  28. 4 out of 5

    Juliana Costa

    Quem diria que eu fosse acabar gostando do meu maior trauma literário...

  29. 4 out of 5

    Lucas Rangel

    Pelo visto, autor nordestino só vai me dar pancada na cara. Não tanto quanto o que o coitado do Fabiano recebeu do soldado escroto, argh. Que livro!

  30. 4 out of 5

    Beatriz

    Narrativa muito bonita e angustiante. Mais um livro da escola que aproveito // 3.5

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